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17.05.2008
FLORESTAS
Florestas de Borneo estão sendo destruídas para produzir óleo de dendê

Orangotangos e outras espécies ameaçadas sofrem com a exploração de plantações de dendê (palma) nas florestas tropicais de Borneo, na Indonésia.

Jacarta/Cingapura, Indonesia — Fornecedores da Unilever envolvidos com queimadas. Greenpeace pede moratória para conversão de florestas e de solos de turfa.

O Greenpeace lançou nesta semana o relatório Queimando Borneo (arquivo em PDF para baixar, texto em inglês), expondo os impactos negativos da produção de dendê para as florestas da Indonésia e para os orangotangos que vivem na região. De acordo com o relatório, a Unilever, a empresa por trás de algumas das marcas mais conhecidas do mundo, como a Dove, contribui com o panorama de destruição, já que compra dendê – matéria-prima do sabonete Dove – de fornecedores que destroem as florestas alagadas de turfa para cultivar a palmácea. Esses ecossistemas não são importantes apenas para os orangotangos e outras espécies ameaçadas, mas também para a estabilidade do clima, pois estocam grandes quantidades de carbono.

“É uma loucura continuar destruindo nossas florestas para produzir dendê”, disse Hapsoro, da campanha de Florestas do Greenpeace no Sudeste da Ásia. “Uma das demandas que temos feito repetidamente é para que o governo da Indonésia declare uma moratória na conversão de florestas e de solos de turfa para o plantio de dendê. Estamos destruindo nosso patrimônio ambiental para fabricar sabonetes e shampoos. Traders e consumidores de óleo de dendê devem parar de comprar matéria-prima de empresas envolvidas com a destruição florestal”.

A devastação das florestas na Indonésia está acontecendo em um ritmo muito maior do que em qualquer outro lugar do mundo, tornando o país o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa do planeta.

Confira abaixo o vídeo que fizemos sobre a questão:



A preparação da terra para novos cultivos de dendê libera grandes quantidades de dióxido de carbono com a drenagem e posterior queima dos solos de turfa. Sozinhas, estas áreas são responsáveis por 4% das emissões globais de gases do efeito estufa.

O relatório também expõe o efeito devastador para a biodiversidade do crescimento da indústria de dendê. O número de orangotangos caiu de forma tão dramática que a espécie está correndo risco de extinção (3). O Greenpeace mapeou áreas controladas por fornecedores importantes da Unilever, mostrando como empresas com relação direta com a multinacional estão derrubando os últimos habitats dos orangotangos.

“É chocante que a Unilever, um dos maiores consumidores de óleo de dendê e presidente da Mesa Redonda do Óleo de Dendê (RSPO, na sigla em inglês) – uma iniciativa da indústria para assegurar a sustentabilidade na produção de óleo de dendê, não está fazendo nada para que seus fornecedores parem de destruir as florestas da Indonésia”, disse Sue Connor, do Greenpeace Internacional. “A menos que a Unilever assuma sua responsabilidade, os orangotangos podem desaparecer para sempre em alguns anos, assim como as nossas chances de evitar uma crise climática sem precedentes”.

Para o Greenpeace, a Unilever deve apoiar publicamente o fim da expansão do cultivo de dendê sobre as florestas e áreas de turfa na Indonésia e parar de comercializar com fornecedores envolvidos com a destruição florestal.

O Greenpeace espera que a indústria do dendê declare uma moratória imediata na conversão de florestas e áreas de turfa na Indonésia, de acordo com os seguintes critérios mínimos:

1.  Nenhum novo plantio de dendê deve ser feito nas áreas de floresta mapeadas;

2.  Nenhum plantio de dendê deve resultar em degradação das áreas de turfa;

3. Nenhum plantio ou expansão de dendê após novembro de 2005 deve resultar em desmatamento ou degradação das áreas de alto valor para a conservação;

4. Nenhum plantio ou expansão de dendê devem ser estabelecidos em terras indígenas ou áreas comunitárias sem o prévio consentimento das populações locais;

5. Sistemas de rastreamento e segregação devem ser implementados para toda a cadeia de custódia para excluir o óleo de dendê que não atenda a estes critérios.

Fonte: greenpeace

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